Entretextos
terça-feira, 8 de julho de 2014
segunda-feira, 22 de julho de 2013
A educação às voltas com a era digital
O
texto “O computador vai substituir o professor?”, de Andreia
Cecília Amaral, trata sobre como as novas mídias afetarão o
cootidiano escolar em um contexto histórico em que a tecnologia
reverbera nas relações humanas, tornando-se parte intrínsceca à
sociedade e à cultura. Em tempos em que se discute uma
pós-modernidade, em que os sujeitos se percebem cada vez mais
imbuídos de possibilidades, refletir sobre o impacto dos artefatos
tecnoculturais na escola se faz mais do que necessário, é salutar
ao bom andamento da educação, bem como à relação aluno-educador,
que a partir de uma relação simbiótica, parassará a ser
reconfigurada, quebrando os limites – ainda muito engessados – entre o
que é o mestre e o que é o aprendiz. Desta feita, a tecnologia
torna-se a válvula pela qual o professor irá buscar novas
possibilidades e realizações para sua prática pedagógica,
trazendo para o contexto escolar novas nuances que farão com que a
aula se aproxime cada vez mais à realidade do seu aluno, assim, o
aluno passará da posição de sujeito passivo nas dinâmicas
escolares, para sujeito ativo/participativo, contribuindo, junto
com o educador, para a construção de uma nova realidade escolar,
que terá na tecnologia o respaldo necessário para a mudança de um
status quo já
desgastado e obsoleto.
Egberto Vital
22 de julho de 2013
RAMAL, Andrea Cecília. O computador vai substituir o professor? In: Módulo: Introdução à Educação Digital,
Guia do cursista, pag. 166
OUÇA: Daniela Lasalvia
Daniela Lasalvia, mais
conhecida como Dani Lasalvia, é uma artista multifacetada, além de cantora e compositora,
é instrumentista, produtora, programadora visual e animadora cultural. Sua
carreira musical inicia-se precocemente, aos sete anos já estudava piano e se
apresentava em diversos recitais e concursos. Na
adolescência, estudou canto lírico e percussão vocal/corporal. O gosto
pelo canto lírico se estenderia por tempo mais tempo, o que a levou a estudar no
Conservatório Tchaikovsky, em Moscou. Voltando ao Brasil, inspirada pela obra do músico e multi-instrumentista mineiro
Dércio Marques, a cantora, natural de São Paulo, passou a desenvolver um
trabalho de resgate e valorização da cultura popular. Além de seu trabalho
solo, Dani é integrante do grupo musical brasileiro Vozes Bugras, no qual
desenvolve uma trabalho belíssimo ao lado de Cássia Maria, Anunciação, Anabel, Celia Gomes, Ully Costa,
Lucimara Bispo, no qual resgatam, através da música, contos, cantos, ritos,
mitos e lendas da tradição oral mundial.
Entrei em contato com a
obra de Dani Lasalvia por meio do meu companheiro, André Jambo, em meados de
2008, e como acontece a qualquer um que ouça a doce voz dessa cantora, me
apaixonei, desde então não deixo de ouvir. Sua voz melódica desliza docemente
ao longo dos belos acordes de suas canções, é sempre um prazer auditivo ouvi-la.
Suas letras são de uma primazia invejável, além de desnudarem muito de um
Brasil anônimo. Como intérprete, Dani faz uma parceria com o compositor da
canção, visto a singularidade, originalidade e transcendentalidade de sua
interpretação. Uma artista completa.
Dani é uma das maiores
entusiastas da cultura/tradição indígena no Brasil, desenvolve um trabalho de
resgate do Tupi, trazendo para suas canções toda a beleza do idioma nativo de
nosso país. Como animadoras cultural, trabalhou com projetos filantrópicos que
levaram oficinas de música e arte às comunidade carentes de São Paulo. Produziu
shows de grandes nomes da música popular brasileira, a exemplo de Renato Teixeira, Xangai, Chico César, Ceumar, e Tetê
Espíndolla, além de ser a idealizadora do projeto Brasil Arte - A Arte
Brasileira de Ser Artista.
Sua primeira aparição
profissional foi em 1996, apresentada por Dércio
Marques, o que abriu as portas para participações em show de Vidal França, José
Gomes, José Eduardo Gramani, dentre outros. Fez participações especiais em
diversos discos de artistas brasileiros, em como de coletâneas nacionais.
“A voz
aguda e afinadíssima de Daniela Lasalvia vem aspirada, um sopro de brisa, uma
sugestão de paz. Seu trabalho de composição inspira sensação semelhante, agora
de forma explícita: um convite à harmonia com a natureza, o olhar carinhoso
para o mundo das coisas palpáveis - os bichos, as árvores, os cursos d'água. O
sotaque da autora e cantora paulista é interiorano, rural, sotaque de quem vive
o que compõe e canta”, palavras do crítico musical Mauro Dias sobre a cantora.
A discografia de Dani
Lasalvia não é extensa, no entanto é muito rica e completa, possui apenas um
disco gravado, em sua carreira solo, o Madregaia, lançado em 2007, um registro
do show ao vivo homônimo, resultado de sua
parceria com Dércio Marques, que assina a direção musical. Em Madregaia, cantora/compositora presa por um repertório plural, da MPB a World Music,
passando por blues, fados e outros estilos, com influências regionais.
Fico
muito triste em saber que o Brasil possui muitos e grandes artistas, mas que se
mantêm num certo anonimato, pois não atendem às demandas do mercado
fonográfico, cada vez mais massificador e homogeneizante. Porém, fico feliz em
poder dividir com meus leitores esse achado, e ter a possibilidade de trazer ao
conhecimento de mais pessoas o talento, a sensibilidade e a musicalidade de
Daniela Lasalvia.
Egberto Vital
08 de fevereiro de 2012
DICA DE LEITURA: "O Admirável Mundo Novo de Pitty"
Este livro é fruto do meu Trabalho de Conclusão de Curso e neste
trabalho buscamos entender o Barroco como carrefour
estético e cultural da literatura contemporânea brasileira. O que é muito evidenciado
na obra da compositora Pitty é o seu diálogo com a estética literária do século
XVII, não a retomando apenas em aspectos estruturais, mas dialogando com
dilemas e vicissitudes que permeavam o descontrole existencial do homem dos
“seiscentos”. Para isso, utilizamos como objeto de análise o álbum Admirável Chip Novo, lançado pela
compositora no ano de 2004, visto que suas composições apresentam traços do Barroco
que perfilam uma espécie de busca de identidade, característica da crise de sentido
do homem contemporâneo, atentando para o fato de que a crise de sentido do
homem da modernidade tardia centra-se
na incerteza que ele traz sobre o que acontecerá com a identidade do homem após
a evolução da inteligência artificial, surge daí o medo do homem ser
substituído/superado pela máquina, assim, o ciborgue surge como a representação
desses medos, visto sua natureza ambivalente, por ser um misto de matéria
orgânica e máquina. Refletimos, então, sobre como o homem contemporâneo busca afirmar
e aferir sua identidade enquanto indivíduo singular ante um contexto que vem
pondo sua identidade em ruínas. Para compreender as conjunturas em que o homem
contemporâneo está imerso, foi preciso uma revisão bibliográfica acerca da
reflexão de teóricos sobre o homem na contemporaneidade e sua identidade,
baseamo-nos, então, em obras de teóricos como: Stuart Hall (2006), Omar
Clabrese (1999), Irlemar Chiampi (1998), Donna Haraway (2000), dentre outros.
O livro pode ser adquirido clicando aqui: "O 'Admirável Mundo Novo' de Pitty".
IX Colóquio Nacional Representações de Gênero e de Sexualidade
Rumos dos Estudos de Gênero, Gays, Lésbicos e Queer na Educação
Nas três últimas décadas, as sociedades ocidentais têm refletido,
enfrentado embates e assistido a inúmeras polêmicas geradas por várias
ações políticas, por reivindicações e projetos que orbitam os sujeitos
homoafetivos, gays, lésbicos, queers nos vários lugares sociais. O 9º
Colóquio Nacional Representações de Gênero e de Sexualidades discutirá,
este ano, conflitos, problemas e, principalmente, alternativas para este
campo de conhecimento, centrando as abordagens no e a partir de
contextos educacionais (escolas, família, bairro, grupos de pertença,
fé, mídias, dentre outros). O objetivo é situar os participantes do
Colóquio quanto às transformações pelas quais sujeitos e esferas sociais
têm passado e tornado as pessoas mais conscientes de si e das demais
com quem compartilham espaços, posições, afetos.
Período e Local de Realização
De 12/09/2013 a 14/09/2013
Campina Grande - Paraíba
Central de Integração Acadêmica (CIA) da UEPB
Campina Grande - Paraíba
Central de Integração Acadêmica (CIA) da UEPB
Áreas Temáticas
Para o evento serão abordadas as seguintes áreas temáticas de relevante importância, a saber:
- 1. Teorias e estudos gays, lésbicos e queers em diversos contextos.
- 2. Práticas pedagógicas e gênero.
- 3. (Tele)Dramaturgia para além da academia:.
- 4. Cinema, gênero e educação.
- 5. Contos de fada e problemas de gênero.
- 6. Bulling sexual e de gênero.
- 7. Currículo, gênero e sexualidades.
- 8. Cânone alternativo I ? sujeitos e identidades abjetas no contexto escolar.
- 9. Cânone alternativo II ? sujeitos e identidades femininas na literatura.
- 10. Famílias, parentalidades e educação.
- 11. Mídias, discursos e questões de gênero.
- 12. Psicologia, Psicanálise, gênero, sexualidades e educação.
- Mídia e cinema fazendo gênero.
- Estudos de língua-linguística, sujeitos e discursos.
- Estudos literários, sujeitos e discursos.
Inscrições e mais informações: http://www.generoesexualidade.com.br
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