segunda-feira, 22 de julho de 2013

A educação às voltas com a era digital


O texto “O computador vai substituir o professor?”, de Andreia Cecília Amaral, trata sobre como as novas mídias afetarão o cootidiano escolar em um contexto histórico em que a tecnologia reverbera nas relações humanas, tornando-se parte intrínsceca à sociedade e à cultura. Em tempos em que se discute uma pós-modernidade, em que os sujeitos se percebem cada vez mais imbuídos de possibilidades, refletir sobre o impacto dos artefatos tecnoculturais na escola se faz mais do que necessário, é salutar ao bom andamento da educação, bem como à relação aluno-educador, que a partir de uma relação simbiótica, parassará a ser reconfigurada, quebrando os limites – ainda muito engessados – entre o que é o mestre e o que é o aprendiz. Desta feita, a tecnologia torna-se a válvula pela qual o professor irá buscar novas possibilidades e realizações para sua prática pedagógica, trazendo para o contexto escolar novas nuances que farão com que a aula se aproxime cada vez mais à realidade do seu aluno, assim, o aluno passará da posição de sujeito passivo nas dinâmicas escolares, para sujeito ativo/participativo, contribuindo, junto com o educador, para a construção de uma nova realidade escolar, que terá na tecnologia o respaldo necessário para a mudança de um status quo já desgastado e obsoleto.

Egberto Vital
22 de julho de 2013



RAMAL, Andrea Cecília. O computador vai substituir o professor? In: Módulo: Introdução à Educação Digital, Guia do cursista, pag. 166
 



OUÇA: Daniela Lasalvia




Daniela Lasalvia, mais conhecida como Dani Lasalvia, é uma artista multifacetada, além de cantora e compositora, é instrumentista, produtora, programadora visual e animadora cultural. Sua carreira musical inicia-se precocemente, aos sete anos já estudava piano e se apresentava em diversos recitais e concursos. Na adolescência, estudou canto lírico e percussão vocal/corporal. O gosto pelo canto lírico se estenderia por tempo mais tempo, o que a levou a estudar no Conservatório Tchaikovsky, em Moscou. Voltando ao Brasil, inspirada pela obra do músico e multi-instrumentista mineiro Dércio Marques, a cantora, natural de São Paulo, passou a desenvolver um trabalho de resgate e valorização da cultura popular. Além de seu trabalho solo, Dani é integrante do grupo musical brasileiro Vozes Bugras, no qual desenvolve uma trabalho belíssimo ao lado de Cássia Maria, Anunciação, Anabel, Celia Gomes, Ully Costa, Lucimara Bispo, no qual resgatam, através da música, contos, cantos, ritos, mitos e lendas da tradição oral mundial.



Entrei em contato com a obra de Dani Lasalvia por meio do meu companheiro, André Jambo, em meados de 2008, e como acontece a qualquer um que ouça a doce voz dessa cantora, me apaixonei, desde então não deixo de ouvir. Sua voz melódica desliza docemente ao longo dos belos acordes de suas canções, é sempre um prazer auditivo ouvi-la. Suas letras são de uma primazia invejável, além de desnudarem muito de um Brasil anônimo. Como intérprete, Dani faz uma parceria com o compositor da canção, visto a singularidade, originalidade e transcendentalidade de sua interpretação. Uma artista completa.



Dani é uma das maiores entusiastas da cultura/tradição indígena no Brasil, desenvolve um trabalho de resgate do Tupi, trazendo para suas canções toda a beleza do idioma nativo de nosso país. Como animadoras cultural, trabalhou com projetos filantrópicos que levaram oficinas de música e arte às comunidade carentes de São Paulo. Produziu shows de grandes nomes da música popular brasileira, a exemplo de Renato Teixeira, Xangai, Chico César, Ceumar, e Tetê Espíndolla, além de ser a idealizadora do projeto Brasil Arte - A Arte Brasileira de Ser Artista.

Sua primeira aparição profissional foi em 1996, apresentada por Dércio Marques, o que abriu as portas para participações em show de Vidal França, José Gomes, José Eduardo Gramani, dentre outros. Fez participações especiais em diversos discos de artistas brasileiros, em como de coletâneas nacionais.



“A voz aguda e afinadíssima de Daniela Lasalvia vem aspirada, um sopro de brisa, uma sugestão de paz. Seu trabalho de composição inspira sensação semelhante, agora de forma explícita: um convite à harmonia com a natureza, o olhar carinhoso para o mundo das coisas palpáveis - os bichos, as árvores, os cursos d'água. O sotaque da autora e cantora paulista é interiorano, rural, sotaque de quem vive o que compõe e canta”, palavras do crítico musical Mauro Dias sobre a cantora.




A discografia de Dani Lasalvia não é extensa, no entanto é muito rica e completa, possui apenas um disco gravado, em sua carreira solo, o Madregaia, lançado em 2007, um registro do show ao vivo homônimo, resultado de sua parceria com Dércio Marques, que assina a direção musical.  Em Madregaia, cantora/compositora presa por um repertório plural, da MPB a World Music, passando por blues, fados e outros estilos, com influências regionais.

Fico muito triste em saber que o Brasil possui muitos e grandes artistas, mas que se mantêm num certo anonimato, pois não atendem às demandas do mercado fonográfico, cada vez mais massificador e homogeneizante. Porém, fico feliz em poder dividir com meus leitores esse achado, e ter a possibilidade de trazer ao conhecimento de mais pessoas o talento, a sensibilidade e a musicalidade de Daniela Lasalvia.





Egberto Vital
08 de fevereiro de 2012

DICA DE LEITURA: "O Admirável Mundo Novo de Pitty"

Este livro é fruto do meu Trabalho de Conclusão de Curso e neste trabalho buscamos entender o Barroco como carrefour estético e cultural da literatura contemporânea brasileira. O que é muito evidenciado na obra da compositora Pitty é o seu diálogo com a estética literária do século XVII, não a retomando apenas em aspectos estruturais, mas dialogando com dilemas e vicissitudes que permeavam o descontrole existencial do homem dos “seiscentos”. Para isso, utilizamos como objeto de análise o álbum Admirável Chip Novo, lançado pela compositora no ano de 2004, visto que suas composições apresentam traços do Barroco que perfilam uma espécie de busca de identidade, característica da crise de sentido do homem contemporâneo, atentando para o fato de que a crise de sentido do homem da modernidade tardia centra-se na incerteza que ele traz sobre o que acontecerá com a identidade do homem após a evolução da inteligência artificial, surge daí o medo do homem ser substituído/superado pela máquina, assim, o ciborgue surge como a representação desses medos, visto sua natureza ambivalente, por ser um misto de matéria orgânica e máquina. Refletimos, então, sobre como o homem contemporâneo busca afirmar e aferir sua identidade enquanto indivíduo singular ante um contexto que vem pondo sua identidade em ruínas. Para compreender as conjunturas em que o homem contemporâneo está imerso, foi preciso uma revisão bibliográfica acerca da reflexão de teóricos sobre o homem na contemporaneidade e sua identidade, baseamo-nos, então, em obras de teóricos como: Stuart Hall (2006), Omar Clabrese (1999), Irlemar Chiampi (1998), Donna Haraway (2000), dentre outros.



O livro pode ser adquirido clicando aqui: "O 'Admirável Mundo Novo' de Pitty".

IX Colóquio Nacional Representações de Gênero e de Sexualidade

Rumos dos Estudos de Gênero, Gays, Lésbicos e Queer na Educação

 

 

Nas três últimas décadas, as sociedades ocidentais têm refletido, enfrentado embates e assistido a inúmeras polêmicas geradas por várias ações políticas, por reivindicações e projetos que orbitam os sujeitos homoafetivos, gays, lésbicos, queers nos vários lugares sociais. O 9º Colóquio Nacional Representações de Gênero e de Sexualidades discutirá, este ano, conflitos, problemas e, principalmente, alternativas para este campo de conhecimento, centrando as abordagens no e a partir de contextos educacionais (escolas, família, bairro, grupos de pertença, fé, mídias, dentre outros). O objetivo é situar os participantes do Colóquio quanto às transformações pelas quais sujeitos e esferas sociais têm passado e tornado as pessoas mais conscientes de si e das demais com quem compartilham espaços, posições, afetos.


Período e Local de Realização

De 12/09/2013 a 14/09/2013
Campina Grande - Paraíba
Central de Integração Acadêmica (CIA) da UEPB

Áreas Temáticas

Para o evento serão abordadas as seguintes áreas temáticas de relevante importância, a saber:
  • 1. Teorias e estudos gays, lésbicos e queers em diversos contextos.
  • 2. Práticas pedagógicas e gênero.
  • 3. (Tele)Dramaturgia para além da academia:.
  • 4. Cinema, gênero e educação.
  • 5. Contos de fada e problemas de gênero.
  • 6. Bulling sexual e de gênero.
  • 7. Currículo, gênero e sexualidades.
  • 8. Cânone alternativo I ? sujeitos e identidades abjetas no contexto escolar.
  • 9. Cânone alternativo II ? sujeitos e identidades femininas na literatura.
  • 10. Famílias, parentalidades e educação.
  • 11. Mídias, discursos e questões de gênero.
  • 12. Psicologia, Psicanálise, gênero, sexualidades e educação.
  • Mídia e cinema fazendo gênero.
  • Estudos de língua-linguística, sujeitos e discursos.
  • Estudos literários, sujeitos e discursos.
 
 Inscrições e mais informações: http://www.generoesexualidade.com.br